Psicoterapia de orientação cognitivo-comportamental à adolescentes, adultos e terceira idade, com foco em Programação Neurolinguística e Neurociências. Psicodiagnóstico, Psicoterapia, Orientação Vocacional, Coaching Emocional Humanizado de Vida e de Carreira, Treinamentos/Palestras Comportamentais, e Consultoria Organizacional.
Tratamento clínico de baixa autoestima, insegurança, Transtornos do Desenvolvimento, Doenças Psicossomáticas, Depressão, Transtornos de Ansiedade, Fobias, Medos, Traumas, Transtorno obsessivo-compulsivo, Síndrome do Pânico, Stress, Transtornos Alimentares, e Distúrbios de autoimagem.
É a área do conhecimento que estuda os estados psíquicos relacionados ao sofrimento mental, foco de muitos estudos mas disciplinas de Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise. Caracteriza-se como o estudo descritivos dos fenômenos psíquicos "anormais’, estudando gestos, comportamentos, expressões e relatos autodescritivos do enfermo.
A palavra "Psicopatologia" é composta por três palavras gregas:
Essa junção de palavras resulta na significação de que o paciente, passivo, acometido pela paixão (aqui significando "dependência do outro") adoece de uma causa que ele mesmo desconhece, e que faz com que reaja na maioria das vezes de forma imprevista. "Psicopatologia", então, pode ser definida como a disciplina que estuda o sofrimento da mente, ou seja, o estudo a respeito de doenças psíquicas.
Essa área do conhecimento busca estudar os estados psíquicos relacionados ao sofrimento mental do individuo. É um estudo do sofrimento mental, que pode ser compreendido por vários vieses, e com diferentes objetivos, métodos e questões, pois além de ter como base disciplinas como a biologia e a neurociências, ainda constitui-se de outras áreas de conhecimento como a antropologia, sociologia, filosofia, linguística e história.
A partir do CID-10, foi introduzido o termo "Transtorno". Já o DSM usa predominantemente o termo "Distúrbio". Desordem, enfermidade, doença são termos menos escolhidos e até mesmo evitados, assim como o termo "Neurose" que, após ficar popularizado, foi retirado do uso técnico da psiquiatria.
Objetivando padronizar os critérios diagnósticos das desordens que afetam a mente e as emoções, foi criado pela "Associaçao Americana de Psiquiatria" (APA) um documento que recebeu o nome de "DSM: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders", traduzindo "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais", que constantemente passa por revisões e atualizações diante dos avanços científicos sobre os transtornos mentais, e que já está na quinta ediçao.
Sua primeira versão surgiu em 1952, como suporte ao tratamento de traumas e doenças mentais que causavam sofrimento aos veteranos da Segunda Guerra Mundial.
A quantidade de condições reunidas no DSM 5 ultrapassa 300 doenças mentais. Essa longa lista analisa as patologias no formato de espectro, atribuindo diferentes gradações de acordo com a gravidade dos sintomas. A intensidade dos comportamentos e impactos sobre a vida do paciente também são consideradas no diagnóstico.
A proposta do DSM 5 é orientar profissionais de saúde mental de um jeito prático e ágil, facilitando a troca de saberes e a continuidade de tratamentos, além de contribuir para a eliminação de tabus sobre o tema, ampliando discussões e permitindo um registro fiel sobre os transtornos mentais.
O DSM 5 tem auxiliado o trabalho de profissionais de saúde mental por todo o mundo, pois padroniza sintomas e comportamentos comuns, oferecendo suporte ao diagnóstico de males psíquicos e também ao tratamento. Com base em suas indicações, psiquiatras, psicólogos e terapeutas ocupacionais de diferentes serviços de saúde podem dar seguimento às prescrições de forma coerente.
Além da identificação da patologia, o DSM 5 auxilia na prescrição do tratamento, pois traz informações sobre o comportamento esperado durante as crises. Nesse contexto, o manual é útil tanto para profissionais quanto para a orientação de familiares, amigos e outras pessoas que convivem com o paciente.
(Referência: Dr. José Aldair Morsch)
É importante notar que todos nós apresentamos alguns comportamentos "estranhos" uma vez ou outra. A vida psicológica normalmente é cheia de estados emocionais variados, de transições e crises. Todos nós temos alguns medos ilógicos, algumas idéias intrusas em nossa consciência e estados de ansiedade mais intensos.
O que caracteriza um estado como patológico é quando estas situações dominam a nossa vida mental, quando o sofrimento emocional (ansiedade, desânimo, etc.) passa a ocupar o primeiro plano em nossas vidas e nos impede de viver outras experiências. Na psicopatologia, ocorre certa perda de liberdade e ficamos paralisados em modos estereotipados de funcionamento, sofrendo.
Nestas situações necessitamos de ajuda psicológica. A psicoterapia nos ajuda a sair deste estado de paralisia, ajudando a restaurar nossa capacidade de prosseguir construindo nossa vida e respondendo de modo criativo aos desafios.
(Artur Scarpato)
Segundo a Psicanálise, a partir do Complexo de Édipo é que a nossa psique é estruturada.
"Cada estrutura exclui a possibilidade de outra. Ou seja, um sujeito que se encontra em uma estrutura, nunca pulará para outra estrutura. Temos, então, a partir do Édipo, 3 grandes estruturas: Neurose - Psicose - Perversão. No pensamento da psicanálise, qualquer um de nós pode ser classificado em um destes três tipos de personalidade. Cada um está dentro de uma determinada estrutura, e sempre estará dentro desta estrutura. As três estruturas são muito ligadas à ideia de doença psíquica, e o sofrimento que leva as pessoas a buscarem Psicoterapia é a base para este sistema de pensamento.
Cada estrutura apresenta subdivisões, e exclui a possibilidade da existência da outra. Em cada estrutura há um modo – inconsciente – de lidar com o sofrimento provocado pelo Complexo de Édipo. Este “modo de lidar” é o que se chama mecanismo de defesa."
Para Freud, a única diferença entre a doença e a normalidade, é o grau. Isso significa que algumas pessoas apresentarão mais sintomas, e, com isso, mais sofrimento. Segundo essa linha, nossa psique é do jeito que é. E mesmo com a terapia, não é possível modificar a nossa estrutura. Se um sujeito é neurótico, ele nunca terá um surto psicótico, assim como é praticamente impossível que um perverso tenha a culpa de um obsessivo.
(Referência: Felipe de Souza)
Temos duas formas de compreender essas estruturas: uma é através dos Mecanismos de Defesa (modo de lidar inconsciente) do Ego, e outra pela Angústia de Fundo dessas estruturas.
Na Psicose, encontramos três sub-divisões: paranoia, autismo e esquizofrenia. O mecanismo de defesa é a forclusão. O psicótico encontra fora o que exclui dentro, ele fora-inclui, inclui fora o que, na neurose representa a dinâmica do recalque. Em outras palavras, na psicose o problema é encontrado fora, o problema está sempre fora, nas outras pessoas.
Na Neurose, encontramos duas sub-divisões: a histeria e a neurose obsessiva. O mecanismo de defesa é o recalque ou repressão. Na neurose, a manutenção do conteúdo problemático como segredo é o que chamamos recalque ou repressão. O paciente neurótico esconde de si mesmo o problema, o sintoma ou a dificuldade que o psicótico encontra fora de si. Ou seja, na neurose há uma cisão da psique. Alguns conteúdos ficam recalcados, escondidos, em segredo, e causa sofrimento nos sintomas dos quais a pessoa reclama.
Pode-se também dividir as estruturas através da angústia de fundo em cada uma delas. Inclui-se aqui, a Depressão por estar relacionada com a Psicose (no que diz respeito ao sintoma, por exemplo, da chamada Psicose maníaco depressiva – hoje transtorno bipolar):
A perversão não aparece neste quadro didático. Do mesmo modo que a psicose, a perversão dificilmente aparece no divã. Poder-se-ia dizer que a perversão também denega a angústia (a angústia, nesse sentido, não existe para o perverso).
(Felipe de Souza)