Reflexões no Divã...

                           Dra. Carla Navarro Baltazar Feijoo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Psicose




O que é? 

Psicose
é um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela Psiquiatria, pela Psicologia Clínica e pela Psicanálise como um estado psíquico no qual se verifica certa "perda de contato com a realidade". Nos períodos de crises mais intensas podem ocorrer (variando de caso a caso) alucinações ou delírios, desorganização psíquica que inclua pensamento desorganizado e/ou paranoide, acentuada inquietude psicomotora, sensações de angústia intensa e opressão, e insônia severa. Tal é frequentemente acompanhado por uma falta de "crítica" ou de "insight" que se traduz numa incapacidade de reconhecer o caráter estranho ou bizarro do comportamento. Desta forma, surgem também, nos momentos de crise, dificuldades de interação social, e em cumprir normalmente as atividades de vida diária.


Subdivisões e Mecanismos de Defesa:


  • Esquizofrenia,
  • Autismo,
  • Paranóia.


"Na psicose entramos três sub-divisões: paranoia, autismo e esquizofrenia. O mecanismo de defesa é a foraclusão. O psicótico encontra fora o que exclui dentro, ele fora-inclui, inclui fora o que, na neurose representa a dinâmica do recalque.  Em outras palavras, na psicose o problema é encontrado fora, o problema está sempre fora, nas outras pessoas. Na paranoia é o outro que persegue. No autismo é o outro que (quase) não existe. Na esquizofrenia, como é o outro? O outro pode aparecer como um surto, estranho-bizarro como um monstro, um ET ou Napoleão Bonaparte. Na esquizofrenia a dissociação psíquica é o mais evidente. Uma das características da paranóia consiste no fato de que nesta estrutura os próprios pacientes possuem, de acordo com Freud, a peculiaridade de revelar (de forma distorcida) exatamente aquelas coisas que outros neuróticos mantêm escondidas como um segredo."  (http://www.psicologiamsn.com)



Psicodiagnóstico: 

Para o psicodiagnóstico, são feitas observações clínicas que incluem a anamnese, a história de vida do sujeito, seu quadro psicológico e de doenças. A depender do caso, pode-se chegar a meses para um quadro correto. O diagnóstico é feito com base na psicopatologia clínica e teórica. Dois guias de classificação diagnóstica internacionais podem ser usados como referência, principalmente epidemiológica: o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (o atual é o DSM-IV), e a CID-10, a Classificação Internacional de Doenças (adotada no Brasil como classificação de referência. Na CID-10).


Psicopata:

É um indivíduo clinicamente perverso, que tem personalidade psicopática, com distúrbios mentais graves.Um psicopata é uma pessoa que sofre um distúrbio psíquico, uma psicopatia que afeta a sua forma de interação social, muitas vezes se comportando de forma irregular e anti-social. Em sentido mais amplo, uma psicopatia é uma doença causada por uma anomalia orgânica no cérebro. Em sentido restrito, é um sinônimo de psicose (doença mental de origem neurológica ou psicológica).

Prevalência e Incidência: 

Geralmente os psicopatas são do sexo masculino, mas também atinge as mulheres, em variados níveis, embora com características diferenciadas e menos específicas que a psicopatia que atinge os homens. A doença do psicopata é denominada como sinônimo do diagnóstico do Transtorno de personalidade antissocial
De maneira geral, nos homens, o transtorno tende a ser mais evidente antes dos 15 anos de idade, e nas mulheres pode passar despercebido por muito tempo, principalmente porque as mulheres costumam ser mais discretas e menos impulsivas que os homens, e geralmente o transtorno acompanha ambos o sexos por toda a vida.

Etiologia: 

Alguns indivíduos com psicopatia mais leve não normalmente não tiveram um histórico traumático, porém o transtorno - principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e serial killers - parece estar associado à mistura de três principais fatores:

  • disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, 
  • predisposição genética,
  • traumas na infância (abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos, separação dos pais...)


Importante: 

Como alguns psicopatas são serial killers, existe o erro comum de assumir que todos os psicopatas são pessoas violentas ou assassinos. No entanto, muitos psicopatas não são assassinos. Os psicopatas frequentemente fingem ter sentimentos genuínos em relação a outras pessoas.Tendo em conta algumas das características de psicopatas, como a capacidade de manipulação e de conquistarem facilmente a simpatia das pessoas, muitas vezes ocupam cargos relevantes onde exercem poder.

Prognóstico e Tratamento: 

Apesar de ser uma condição com difícil tratamento, a psicoterapia ou a prescrição de medicamentos podem melhorar o quadro clínico de um Psicopata.  Muitas vezes se confundem Psicopata com Sociopata. Os Psicopatas nascem com características como impulsividade e ausência de medo, o que faz com que busquem condutas de riscos e perigo, terminando muitas vezes em atitudes antissociais, uma vez que são incapazes de se estabelecerem corretamente nas normas sociais. Já o Sociopata, apresenta um temperamento um pouco mais "normal" que os psicopatas.

Caraterísticas de um psicopata: 

Um psicopata é caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação,narcisismo, egocentrismo, falta de remorso e de culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições:


  • São psicologicamente incompreensíveis;
  • Apresentam vivências bizarras, como delírios, alucinações, alterações da consciência do Eu;
  • Não existem alterações primárias na esfera cognitiva. Memória e nível de consciência não estão prejudicados, se isto acontece é devido a outras alterações clínicas (delirium), bem como devido a substâncias psicoativas.


Interpretação Psicanalítica:

Na Psicanálise, a Psicose corresponde a um funcionamento psíquico que obedece a um princípio de rejeição primordial, que consiste na expulsão de idéias ou pensamentos próprios, os quais passam a ser tratados como estranhos ou não acontecidos. Como um efeito dessa rejeição, pode ocorrer a cisão do Eu em duas partes, uma que é reconhecida e outra que não é reconhecida como própria. Essa cisão caracteriza a Esquizofrenia. Quando ocorre que os pensamentos não reconhecidos como próprios são localizados em outras pessoas, através da projeção, caracteriza-se a Psicose como Paranóia.



(Referencias Bibliográficas: Wikipédia, Site Significados,  http://www.psicologiamsn.com)