Reflexões no Divã...

                           Dra. Carla Navarro Baltazar Feijoo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os sete sinais da maturidade emocional

"A maturidade emocional começa quando você perde a necessidade de encontrar pessoas a quem culpar ou julgar pelo que acontece com você, por seus erros. Em geral, associamos maturidade aos anos de experiência, mas nos enganamos, pois quando o assunto é maturidade emocional, a idade pouco tem a ver com isso.

A maturidade pode vir em passos lentos para alguns, afinal, ela exige boa vontade, esforço e, principalmente, o desejo de olhar para si mesmo. É importante busca-lá, pois não há crescimento pessoal, sem que exista amadurecimento. 
Abaixo você confere as sete características de pessoas emocionalmente maduras.

 

1- Sabem dizer adeus! Perdemos muito tempo permitindo que o passado se intrometa no presente. Ficamos presos em amarras do medo, não deixamos a vida fluir, logo, ficamos frustrados. Pensar que o passado foi melhor é um erro doloroso; nos impede de libertar e deixar ir. As pessoas emocionalmente maduras, conseguem alcançar a consciência que a vida fica muito melhor quando é vivida em liberdade. Então, deixam ir o que não lhes pertence, porque entendem que ficar preso ao passado nos impede de fechar ciclos e curar nossas feridas emocionais. Aproveite o dia, procure viver de acordo com o presente, vivendo o momento de agora, porque é o único que temos.

“A tarde é a velhice do dia. Cada dia é uma pequena vida, e cada pôr do Sol uma pequena morte.” (Arthur Schopenhauer)


2- Conseguem olhar para o seu passado emocional sem dor! As ervas daninhas crescem rapidamente; se não limparmos a dor do passado do nosso caminho, não veremos o que está próximo. As pessoas emocionalmente maduras sabem da importância de viver no presente, superando e aceitando o que passou. O que aconteceu, já aconteceu; não podemos mudar. Aprenda com os erros e siga em frente. Quando tivermos aprendido o suficiente sobre a nossa dor, perderemos o medo de olhar para dentro e curaremos nosso passado emocional para avançar mais um passo na vida. “O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sabia e seriamente o presente”.

 

3- Têm consciência do que pensam e sabem! A maturidade emocional, além de nos ajudar a entender nossos próprios sentimentos, pode auxiliar na compreensão dos sentimentos dos outros. As pessoas emocionalmente procuram se colocar na posição de outras, evitando assim, julgamentos injustos. A clareza mental das pessoas maduras contrasta com a preguiça e o caos mental das pessoas imaturas. Portanto, a maturidade emocional ajuda a resolver problemas cotidianos de forma eficaz.

 

4- Quase não reclamam... Não adianta reclamar, se você não procurar melhorar. Algumas coisas, dependem exclusivamente de você, e reclamar, nesses casos, não irá promover mudança. As queixas podem nos aprisionar em labirintos sem saída. As pessoas emocionalmente maduras já aprenderam que somos o que pensamos. Se você agir mais e reclamar menos, significa que está crescendo emocionalmente.

 

5- Conseguem ser empáticas, sem se deixar influenciar pelas emoções alheias! As pessoas emocionalmente maduras têm respeito por si mesmas e pelos outros. Sabem se relacionar da melhor forma possível com os demais; sabem ouvir, falar e trocar informações, mas não se deixam influenciar, assumem suas posições livremente.

 

6- Não se castigam pelos seus erros! Aprendemos com os nossos erros; falhar nos permite uma visão melhor daquilo que não devemos seguir. As pessoas maduras não se punem por possuírem limitações, procuram melhorar. Entendem que nem sempre tudo acontece como queremos, mas cada erro é uma boa oportunidade para o crescimento pessoal.

 

7- Aprenderam a se abrir emocionalmente! "A felicidade só é verdadeira, se for compartilhada”. – (Into the Wild) Não reprima tudo, desabafe quando necessário, procure alguém que possa te ouvir e te ajudar, afinal, muitas vezes nossa visão fica embasada devido à dimensão do problema.

 

 

(Por Isadora Tabordes)